Reportagem mostra que o Conselho Nacional de Educação (CNE) votou uma resolução que mantém em 50% a carga horária presencial mínima obrigatória nos cursos de licenciatura no Brasil, revertendo uma proposta anterior que pretendia reduzir esse percentual para 40%. A decisão representa uma reversão significativa: em fevereiro de 2026, o próprio CNE havia sinalizado a aprovação da norma com a redução da presencialidade, em proposta que partiu da Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC).

O texto recupera a contradição pública já noticiada pela Folha de S.Paulo em março: o ministro Camilo Santana declarava publicamente que sua posição era manter os 50%, enquanto a área técnica da pasta encaminhava ao conselho uma proposta em sentido contrário. Nesse contexto, a matéria menciona a carta conjunta assinada pelos presidentes da Undime, do Consed e do CONSEC – que representam, respectivamente, os secretários de Educação de municípios, estados e capitais – como parte da pressão que antecedeu o recuo do CNE.

A reportagem detalha ainda o conteúdo da nova resolução, relatora Maria Paula Dallari Bucci: os cursos de licenciatura, com carga total de 3.200 horas ao longo de quatro anos, deverão manter metade da carga horária em atividades presenciais, dividindo o restante entre 20% de atividades síncronas mediadas (aulas online ao vivo) e 30% de atividades assíncronas (aulas gravadas). A norma prevê um período de transição até junho de 2027 para a adaptação das instituições à exigência de atividades síncronas, com implementação gradual — 10% até o fim de 2026 e o percentual completo até o prazo final.

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