Em artigo publicado no Jornal do Comércio, Leonardo Pascoal, presidente do CONSEC e secretário de Educação de Porto Alegre, defende que é preciso reconhecer uma “verdade incômoda”: nem todo professor sai da universidade preparado para lecionar, e o discurso que trata a categoria como uniformemente competente acaba prejudicando os alunos.

Com base em dados do Enade das Licenciaturas 2025 – que apontam apenas dois em cada dez licenciandos em condições adequadas de lecionar, número ainda menor entre os formados a distância –, Pascoal atribui o problema à fragilidade das instituições formadoras, não aos professores. Segundo ele, a insegurança gerada por uma base de conhecimento insuficiente leva muitos profissionais a se sentirem sobrecarregados e, em alguns casos, a abandonar a carreira.

O secretário cita iniciativas como o Todos pela Educação e o Movimento Profissão Docente para reforçar que qualidade na formação é condição para qualidade na educação, e menciona a resolução do CNE que exige 50% de carga horária presencial nas licenciaturas, hoje em análise. 

Ele lembra que o CONSEC já se posicionou a favor dessa exigência, por entender que a presencialidade é o momento em que o futuro professor aprende a lecionar na prática, com orientação e contato real com os alunos. Para Pascoal, a solução não é culpar quem leciona, mas exigir rigor de quem forma.

Leia aqui a íntegra do artigo publicado no Jornal do Comércio.